sexta-feira, 20 de maio de 2011

Poemas Brasileiros


Sexta feira passada, João Donato fez show no Teatro do Sesi que só de lembrar arrepio. Coisa linda ver aquele gênio interagindo com piano, voz e platéia.
Teremos hoje outra noite de gala. O Teatro Carlos Gomes receberá Wanderson Lopez com o show Poemas Brasileiros. Tive a alegria de estar presente na noite de lançamento do disco.
Wanderson é artista que preocupa-se com detalhes e no referido espetáculo, encantamento surge com o abrir das cortinas. Ao fundo há lindo e enorme painel de tecido (aproximadamente 12 metros de largura por 6 de altura) repleto de bordados, pinturas e colagens com balões e desenhos semelhates aos da capa do CD. Trabalho manual feito pelo próprio Wanderson Lopez com ajuda da mãe e do amigo Dan Mendonça.
Acompanhado de excelentes músicos, dentre eles os parceiros de Baobá Trio Edu Szajnbrum, baterista e percussionista de rara classe e o jovem e talentoso pianista (que hoje tocará acordeon) Fabiano Araújo (dois discos gravados e também fez memorável show de lançamento do disco O Aleph no mesmo Teatro Carlos Gomes). Também tocarão Anderson Paiva, Kako Dinelli, Pedro de Alcântara e Roger Rocha.
Esta noite, tenho certeza que viajarei com Wandinho e trupe pelas estradas que ligam Minas ao Espírito Santo e Bahía, passeando por inesperados cantos do Brasil e mundo.
Mal posso esperar!

3 comentários:

VitorLopes disse...

Legal o blog. Comentário aqui sobre o disco Os Grãos, do Paralamas. Engraçado que esse é normalmente o disco preferido pela grande maioria das pessoas que são fãs da banda, de conhecer todos os discos. O curioso é que a banda quase terminou durante as gravações do álbum, com problemas artísticos envolvendo os três componentes. Uma vez, numa entrevista, perguntei isso pro joão barone, aí ele disse: "na epoca dos graos a gente tava meio querendo se reafirmar. a ideia de fazer tudo ao contrário que era mais ou menos uma orientação nossa... no cinema mudo a gente ficou muito frustrado do que foi o primeiro LP. no passo do lui, nosso segundo, a gente arriscou tudo par afazer como a gente queria. ele teve um efeito incrível, as musicas eram boas, a maneira como foi gravada foi muito legal... depois veio o rock in rio. e aí veio essa pressao da nossa própria sombra. o q vamos fazer? vamos repetir formula? aih veio o selvagem, que foi mais longe ainda que o passo do lui. depois desse terceiro álbum, a gente já tinha um norte de querer almejar as coisas q nao sao mais faceis de fazer. depois veio o ao vivo em montreux, o bora bora, o big bang, depois a gente começou a querer se auto produzir.. os graos era para tentar fazer uma especie de marco da nossa trajetoria. a gente queria fazer algo totalmente diferente do que a gente tinha feito. e ele é. houve uma tensao. o herbet no papel dele de representante mais evidente na banda, as ambicoes dele de querer produzir a banda. algumas tensoes rolaram no estúdio, mas nada q fosse muito terrivel. era um claro processo da gente se conhecer, depois de tanto tempo junto. eu gosto muito do disco. é uma de nossas pérolas. Mas quando a gente foi gravar o Severino, quando a gente passou três meses em Londres, teve momento mais extremado de tensão. A gente ficou com um trauma grande dessa gravação. O Severino é tipo um segundo os grãos, pq ele é etério, um disco muito insinuante. Foi taxado um disco ‘a la’ os grãos no Brasil. Esse disco acabou virando um grande sucesso no mercado latino, numa época em que havia esse vetor entre os países latinos.

Renzo disse...

Salve!
Estava lá no Donato também. Passei a semana "anestesiado"... rs
Ele vai tocar no Rock in Rio com Céu. Estarei lá novamente.
Abraço!

Uma Música Por Dia disse...

Vitor, meu xará, muito maneiro o teu comentário! Não sou profundo conhecedor do trabalho dos paralamas, mas "Tendo a Lua" é para mim, música de rara magia!
Renzo, estou sabendo desse show e ele é o único que interessou-me de fato no Rock'n Rio, mas acho que vou pular, não sou mto chegado em tumultos!
Abraços!