Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de agosto de 2011

Novos Rumos

Paulinho da Viola e sua sensitiva sabedoria.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Desejo Amor

Vivi nove anos inteiros ontem.
"- Ó vida futura! nós te criaremos"





Carinhosamente, dedico esta postagem a Maria Fernanda, Patrícia e Raquel. Também desejo amor a vocês todas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aquarela

terça-feira, 24 de maio de 2011

1998 - Nana Caymmi - Resposta Ao Tempo


Nana Caymmi tem o dom de emocionar com fortes e graves interpretações. "Resposta ao Tempo", música que dá título ao disco é ilustrativo exemplo. Nana passeia com densa beleza sobre história de relação entre memória, tempo e sonhos desfeitos. Impressionante como ela não perde o fôlego e imprime linda cadência nesta intensa história. Outro momento em que o disco aborda o tema tempo e memória afetiva é "Não Se Esqueça de Mim", letra de Erasmo e Roberto Carlos em que apesar de um romance acabado, permanece o desejo de que a lembrança se perpetue no coração de antigo amante: "Onde você estiver, não se esqueça de mim".
Álbum com arranjos sutis em que a banda está preparada para sustentar o brilho de Nana. Destaque para as participações de Chico Buarque, Emílio Santiago e Erasmo Carlos.

01 - Resposta Ao Tempo
02 - Até o Redentor
03 - Não Se Esqueça de Mim (part. Erasmo Carlos)
04 - Meu Sonho
05 - Cantiga
06 - Chega de Tarde
07 - Bolero de Neblina
08 - Doralinda (part. Emílio Santiago)
09 - Longe dos Olhos
10 - Saudade do Rio
11 - A Cara do Espelho
12 - Pra Machucar Meu Coração
13 - Até Pensei (part. Chico Buarque)
14 - Fascinação (Fascination)
15 - Minha Nossa Senhora

quinta-feira, 19 de maio de 2011

1978 - Paulinho da Viola [1996 Remaster]


"Algo de muito especial ocorre então.
E não à linha da superfície, como
pode parecer a princípio.
Para alguns desses homens, o
conhecimento do instrumento se deu
muito antes: quando ele era ainda
madeira.
Ou mais: quando era uma árvore,
que descia chão a dentro até os
úmidos e escuros segredos da vida - o
mesmo chão que os pés do menino
um dia pisou.
E ainda pisa."

Depois destes fortes versos extraídos do encarte, sugiro pleno deleite do disco em que beleza brota antes mesmo dos primeiros acordes. O trabalho do luthier (pai do som dos instrumentos de corda) é registrado com bonitas palavras, poéticas imagens e lembra-nos que escolha de madeira ideal, cortes adequados, tamanhos que se encaixem com as mãos do artista são partes fundamentais do processo.
Musicalmente falando, temos aqui um Paulinho da Viola em sua plenitude que ao passear por diversas referências, brinda-nos num mesmo álbum com samba-canção, samba de roda e choro sempre com classe, leveza e maestria.
Destaque para a música de abertura, uma das muitas parcerias com Elton Medeiros, Sentimento Perdido carrega famosa sabedoria que o tempo entrega e que alguns fazem dela objeto de melancolia, tristeza ou rancor, enquanto outros vêm nos dizer "pensei que havia em mim um sentimento perdido não percebi quanto estava iludido e outra vez amei".
Feliz de quem ouve o Paulinho.

01 - Sentimento Perdido
02 - Atravessou
03 - Mudei De Opinião
04 - Coração Leviano
05 - Sofrer
06 - Uma História Diferente
07 - Cenários
08 - Pelos Vinte
09 - Apoteose ao Samba
10 - Sarau Para Radamés
11 - Nos Horizontes Do Mundo
12 - Miudinho

terça-feira, 10 de maio de 2011

1981 - Kleiton & Kleidir


Para a difícil tarefa de definir memória e nossa relação com ela, incialmente apelo para o dicionário. Dentre elas, escolho duas: "1 Faculdade de conservar ou readquirir idéias ou imagens. 2 Lembrança, reminiscência: Memória do passado". Ainda mais complicada é a tarefa de expor as nossas. Algumas vezes, no intuito de mostrar-me um pouco mais através de disco, rua, palavra, adjetivo ou qualquer outra reminiscência, corro o risco de ser mal interpretado. Acho que é minha eterna mania de expor-me. Juro não fazer por mal, mas advogar em causa própria é também caminhar por terrenos ardilosos.
Agora o leitor pergunta a razão deste primeiro parágrafo. Este disco tem para mim enorme valor sentimental. Lembro de incontáveis manhãs de sábado em que acordei ao som de "Navega Coração", meu pai com amigos na sala e eu emburrado tomando café da manhã. Deve ser por isso que até hoje gosto de acordar cedo aos sábados, algum resquício afetivo registrado em meu inconsciente. Talvez a música represente para mim eterno refúgio para aquelas inesquecíveis e aconchegantes manhãs e daí todo meu amor por ela.
Sobre a faculdade de readquirir idéias ou imagens, exponho mais uma memória. Durante certo período de minha vida sustentei que queria navegar por mares desconhecidos. Admito que o medo desta navegação não residia no desconhecido e sim na incerteza de minha bússola, que até hoje tenho dúvidas sobre para onde ela aponta. Tenho impressão que Kleiton e Kleidir deixaram algo profundamente registrado em mim: "Desde os tempos de menino / Aprendi a navegar / Com as bússolas / Que eu mesmo inventar".
Sobre o disco em si, tem muita coisa que precisa ser dita, mas simplesmente listarei alguns músicos envolvidos no projeto: Wagner Tiso, Sivuca, Vitor Ramil, Robertinho Silva etc.

01 - Deu pra ti
02 - Lagoa dos Patos
03 - Vinheta uni duni tê
04 - Estrela, Estrela
05 - Vinheta Lagoa dos Patos
06 - Semeadura
07 - Couvert artístico
08 - Paixão
09 - Vinheta n'heco n'heco
10 - Trova
11 - Noite de São João
12 - Vinheta do Sivuca [Lagoa dos Patos]
13 - Navega coração

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Menino a navegar

"Desde os tempos de menino
Aprendi a navegar
Com as bússolas
Que eu mesmo inventar

Hoje eu sei as armadilhas
E os segredos desse mar
Que viver não é preciso
Nem será"

A gasolina anda cara e minha leitura atrasada. Uni pão-duragem à necessidade e vim trabalhar de ônibus com livro em mãos. Deparei-me com texto do Rubem Braga em que ele fala sobre lembranças de seu tempo de menino (quem quiser o texto, favor solicitá-lo via umamusicapordia@gmail.com). Como coincidência pouca é bobagem, recebi um email com este lindo video que também trata de memórias.
continua...
(ou não)


quarta-feira, 16 de março de 2011

Chovendo na Roseira

Um brinde à chuva que encerra o verão de 2011 e vem molhar nossas roseiras!

"Chuva boa criadeira
Que molha a terra
Que enche o rio
Que limpa o céu
Que trás o azul

Olha o jasmineiro está florido
E o riachinho de água esperta
Se lança em vasto rio de águas calmas"

Outro brinde a ontem, que choveu no futuro!!!

segunda-feira, 14 de março de 2011

1973 - Pink Floyd - The Dark Side Of The Moon


O disco dispensa qualquer tipo de apresentação e não entrarei na história da sincronização entre este e o filme "O Mágico de Oz". Se quiser saber algo mais sobre tal história, visite o link.
Dia desses, por força do acaso (e também de meu desejo), reencontrei-me com duro fato de meu passado. Rever erros de uma década atrás foi no mínimo desconcertante. Junto disso, é estranho notar que depois de dez anos alguns medos continuam muito parecidos, mas é também gostoso perceber que tempo não apaga carinho nem afeto.
Esquisito pensar que muita coisa mudou e tanto mais há para ser feito. Tenho a impressão de que essa angustiante relação com o tempo é muito bem relatada na música Time.
Sentimentos agridoces nunca foram os meus preferidos, mas confesso que apesar de difícil, foi gostoso misturar dor, arrependimento e alegria!

01 - Speak to me
02 - Breathe
03 - On the run
04 - Time
05 - The great gig in the sky
06 - Money
07 - Us and them
08 - Any colour you like
09 - Brain damage
10 - Eclipse

BAIXE AQUI "THE DARK SIDE OF THE MOON"!!! (MegaUpload)

tempo

Dia desses, por força do acaso (e também de meu desejo), reencontrei-me com duro fato de meu passado. Rever erros de uma década atrás foi no mínimo desconcertante. Junto disso, é estranho notar que depois de dez anos alguns medos continuam muito parecidos, mas é também gostoso perceber que tempo não apaga carinho nem afeto.
Esquisito pensar que muita coisa mudou e tanto mais há para ser feito. Tenho a impressão de que essa angustiante relação com o tempo é muito bem relatada na música Time.
Sentimentos agridoces nunca foram os meus preferidos, mas confesso que apesar de difícil, foi gostoso misturar dor, arrependimento e alegria!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

José

No final de novembro de 2009, postei um dos poemas que mais gosto: Mundo Grande do Carlos Drummond de Andrade. Hoje aconteceram pequenas coincidências. Acordei pensando em outro poema do Drummond e ontem uma simpática leitora deixou elogioso comentário lá naquele poema!

JOSÉ
Carlos Drummond de Andrade

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?

E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ?


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Fly Like An Eagle

I wanna fly
Like an Eagle
Into the future

vontade de abraçar o novo e desconhecido

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

1990 - Maria Bethânia - Canto do Pajé


Dia desses aconteceu-me fato estranho. Sexta-feira ensolarada, dia lindo, a praia ao meu lado no caminho pro trabalho, essas belas manhãs de verão. Mas alguma coisa acontecia em meu coração que me sentia cruzando a Ipiranga e a avenida São João numa cinzenta Sampa. Somado a tudo isso, acordei com uma música na cabeça.
Fiquei sem entender o fato até este final de semana, quando assisti ao documentário "Só dez por cento é mentira" e Manoel de Barros explicou-me o acontecido: "ontem choveu no futuro". A música que martelava em minha cabeça era "Tocando em frente". Naquele dia escrevi para um grande amigo um email em que compartilhava essa estranha sensação. Contava meu desejo de ter a calma e sabedoria da pessoa da música para poder andar devagar porque já tive pressa e saber lidar com meu tempo de forma serena. Compreender que o choro é na verdade a chuva que faz florir. Agora aceito um pouco melhor a temporada de chuvas, pois sei que elas trarão flores ao meu jardim .

01 - Abertura - Texto - O Canto Do Pajé
02 - Tocando em frente
03 - Maria - Linda flor (part. João Gilberto)
04 - Logrador
05 - Quase
06 - Pronta Pra Cantar (Ready To Sing) (part. Nina Simone)
07 - Tomara
08 - Flor de ir embora
09 - Awô - Inhansã (part. Alcione / Gal Costa / Nair Cândia)
10 - Palavra - Apesar de você

PS1: Maria Bethânia gravou este disco em comemoração aos seus 25 anos de carreira e contou com participações especialíssimas e é fundamental na discoteca de qualquer amante da MPB.
PS2: O leitor mais atento talvez já tenha percebido um novo tag em algumas postagens. Inicialmente, a idéia era fazer uma lista de músicas e um texto sobre o tempo. O fato é que não consegui fazer nem lista nem texto, daí encontrei a solução: este ano, dedicarei o blog ao tempo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

1980 - João Nogueira - Boca do Povo


Pra lavar a alma: samba, cachaça e banho de mar! (mas cuidado pra não se afogar!!!)

01 - Poder da Criação
02 - "Seu" Dono da Gente
03 - Lá de Angola
04 - Quedas e Curvas
05 - Saudade de Solteiro
06 - Mulher Valente É Minha Mãe
07 - Trabalhadores do Brasil
08 - A Força do Samba
09 - Serei Teu Ioiô
10 - Linguagem do Morro
11 - Cavaleiros Santos
12 - Bons Ventos

BAIXE AQUI "BOCA DO POVO"!!! (MegaUpload)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fazenda

Fim de ano é época de relembrar histórias distantes, infância remota e também projetar o futuro.
Esta música resume tudo isso com uma simples frase "eu era criança, hoje é você, e no amanhã, nós".
tempo, tempo, tempo tempo...